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Anjo quase obscuro.

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Hoje vi um cara estranho. Se auto intitulava   Anjo da Morte, Não possuía nenhum rebanho, E sua espada, sem fio, não fazia corte. Era um cara sinistro sim e solitário. Gostei de suas asas e trajes cinzentos. Ele curtia ficar a sós no calvário, Recitando longos mantras de lamentos. Até que seu timbre de voz não me assustava, Sua face sem expressão também não. Parecia que um efeito sonoro o imitava, Em lugar de seu rosto havia um borrão. O cara era cômico e tinha um papo legal. Articulava sobre a morte, a vida; céu e inferno. Distinguia bem o carnaval do Natal, E dizia que enquanto vivo só andava de terno. Eu ri, pois o achei melhor agora do que em vida,  Porque estes não valem uma xícara de café. Geralmente os   de terno   têm uma vida bandida, E são exímios ladrões ou negociantes da fé. O pobre   anjo   concordou e riu também. Lembrou de um humilde s enhor   carpinteiro . Quando tentou instruir a todos da Terra e do além,

O não-amor existe?

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Tem gente perdendo a crença no amor. Tem autores que declaram ele não mais haver. Como um misto de sofrimento e dor, seja lá o que for. Quase sempre tira até a vontade de viver. Amor e dor? Seria um contrassenso! Sim, para aqueles que nunca amaram. Há os que já viveram algo intenso, E ainda assim se machucaram. O amor é! Ele é um estado. Não foi criado, nunca terá fim. Todos os dias deve ser procurado. E sancionado por anjos querubins.

Ogum é São Jorge, São Jorge é Ogum.

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Caminhando sob um estrelado céu Vejo uma esplendorosa lua cheia Parecendo uma noiva com grinalda e véu Os meus caminhos ela clareia. Ao lado dela há um Orixá e um santo padroeiro: Com sua espada, o imponente Ogum, E com seu alazão São Jorge Guerreiro. No céu vivas cores se mesclam. Irradia o forte vermelho da cor do sangue, Outra cor é da chama, o azul-pavão. Juntos tornam minha áurea brilhante. Lute por mim oh santo guerreiro! Me defenda grandioso Orixá! Nas minhas preces são sempre os primeiros. Pois vós nunca há de falhar. Mestre das armas, cavalheiro nobre. Batalhador, o verdadeiro forjador. Fez ferramentas em aço e cobre, Dizimou de seu povo o sofrimento e a  dor. Lutou contra o império, em carne pereceu. Mas sua alma é viva, emite raios de luz. Não se curvou diante do ódio, o venceu. Carregando seu eterno amor ao Mestre Jesus.

O fardo é leve?

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Reconhecer que não sabes lidar consigo, É um momento delicado e de um trabalho árduo. Não adianta correres, sumires, buscares abrigo, Pois é este teu grande e eterno fardo. Não deixe que qualquer coisa lhe abata. Isto será uma contínua transmutação. Terás de, como um soldado, enfrentar combates, Contudo, no fim, medalhas farás coleção. Hoje o tempo nebuloso está. Frio, chuva, trovões, total escuridão. Mas amanhã terás um perfeito dia a contemplar, Sob a luz do Sol junto a uma bela paixão.

Cuidado! O coração.

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Cuidado! Frágil ele é. Aparentemente parece feito de pedra. Só que ainda pulsa, emociona-se, tem fé. Mas é como cristal, facilmente se quebra.  Por outrem é fácil perder a noção. Por uma paixão, deixar ser levado. Do peito arrancar seu coração, E doá-lo sem que ele seja notado. Pode ser comparado às flores, De tez macia, de rubras cores. Pétalas de rosa, tão l eves e sutis. Se soprar, voam, como sonho infantis.

Seus olhos, o luar.

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Estás chorando? É por que teus olhos estão brilhando. Achei que fossem lágrimas. Mas é natural. Estou sem palavras. Simplesmente, posso lhe afirmar: É lindo o teu olhar. Há uma luz viva, cintilante. Despertas encanto, emocionante! É um brilho igual ao da Lua. Daquelas de noites de  lua-cheia . Ilumina todo o campo, e toda a rua, E no mar induz ao canto à sereia. O Sol sente prazer em lhe iluminar. Despeja raios em ti com perfeita harmonia. É um encontro de se apaixonar, Num eclipse junta a noite com o dia.

Fiel, triste fiel

Adore, abuse, seja! Não se esqueça do seu amigo aí; Tudo o que precisares, Tudo mesmo, ele fará por ti. Dizes que ele é bom. Que não tem noção de quanto. Ele sabe que a si mesmo não. Quando triste sozinho num canto. Ele gosta quando tu o fazes sorrir. Mas sempre reclama da própria auto-estima. Seu mundo, nenhum lápis de cor irá colorir. Talvez nada lhe puxe para cima. Mas conte com seu amigo, Por ti buscará forças titânicas. Nas horas de maior perigo, Por ti lutará até contra forças satânicas.

Qual caminho trilhar

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Comigo, não se preocupe. Deixe-me trilhar sozinho. Por favor, me desculpe, Sou o dono do meu mundinho. Olha... Não estou apaixonado; E também não estou querendo me matar; Apenas escrevo como num ditado, Com prazer, sem esforço, sem me cansar. Sabiamente i rei atravessar os rios da vida, Seja a pé ou a nado; muito ou pouco. Não me siga, meu querido, minha querida, Pois não quero ficar ouvindo: você é louco! Quem caminha aprecia melhor; Quem se apressa, só vê o pior; Me esforço muito para não correr, A fim de não ver sangue, e sim suor.

Do Lindo Lago Sul

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De sorriso doce a um olhar penetrante De um jeito simples a um perfil marcante Do que qualquer nascente e la é mais pura Sua alma cristalina se faz presente A majestosa natureza repleta de candura Mas fica brava quando a chamo de carente Ela me deixa sem palavras, me excita Meu coração vibra, do ritmo ele se perde Tudo em meu corpo se agita Meu pensamento fica inerte Ela tem mania de fazer eu me apaixonar Facilmente faz meu pensamento voar Comigo,   imaginá-la nos melhores momentos Me faz feliz, com isso me contento À ela não encontro mais adjetivos Para tudo o que eu venha a falar dela Não servirá como nenhum comparativo Desde uma simples mulher a uma rica donzela Meu coração por ela vive Meu pensamento a ela é direcionado Me sinto leve, feliz, livre Agora vejo que estou apaixonado Não há no Sol,  na Terra  ou  Lua E nem neste vasto Universo Comecei buscando em minha rua Hoje já estou muito longe do regresso Desd

O samba do poeta

É como matar a sede Água pura cristalina da fonte Ela não é a "lady" E sim a lua-cheia despontando no horizonte É aquela que me ilumina Mesmo nas noites escuras O sorriso que fascina Dotada de beleza e ternura Linda fica quando curiosa Mesmo quando está brava Sua voz em meus ouvidos é maravilhosa A Dona dos rios, das doces águas Tenra, de fácil riso É para mim uma guerreira Teus passos são precisos Inabalável com a uma figueira Na passarela ela é rainha Do início ao fim distribuindo emoção A sua Escola um samba por ti faria Exaltando-a mais até que o próprio pavilhão É a mais linda da terra da garoa Do Rio, do Brasil, do Universo Não caberia poemas de Fernando Pessoa Nem qualquer escritor com seus versos A mais doce criação Deus a tratou com muito carinho Pôs-na diretamente eu meu coração Esse pobre rapaz desalinho

Quem é você? Já parou para pensar?

Anos se passaram e eu não sei quem sou. Pois quando me encontro, já mudei de novo. Nessa busca constante a paz uma vez reinou,   E os tiranos uma vez temeram o povo. Sinceramente... Ô mundo chato! Tudo o que realmente queremos nos fere. O desejo proibido não é sensato. Caímos em tentação, logo sentimos na pele. Mil EU se revezam bem ligeiro. Neste momento estou sendo o EU 999. Pobre EU! Sabe que há anseio outra vez pelo primeiro. Este alegremente desejando que tudo se renove. Deixo as pessoas confusas, coitadas. Mas é tudo bem normal e justo. É que eu vivo o agora e também vidas passadas. E quando se dão conta, levam um susto. Nessa briga de ingênua dualidade, Nem tudo de mim sai perdendo, ou ganhando. Nem a infame mentira, ou a pura verdade. Será que perco com a sinceridade e ganho enganando? Não devo me assustar com isso. Preciso respeitar, saber de fato. A ruindade jogar no lixo, A bondade emoldurá-la num quadro. A dualidade se torna uma