domingo, 24 de julho de 2016

E se...


E se você soubesse que:
Da escuridão, é oriunda a candura;
Tem um fim, o infinito;
O medo é mais forte que qualquer bravura;
Manso já foi, quem hoje é aflito.

As lágrimas estão ressecadas;
Só há expressões aterradas;

A quem interessa as nuvens, o céu azul?
Sendo que, onde se pisa, o chão é cinzento?
Pode-se caminhar de norte a sul...
Ignorando o algodão, exaltando o cimento.

E se você soubesse que:
A complexidade é cria do ócio;
O ócio é oriundo da soberba;
Tudo se torna um complicado negócio;
É difícil escolher entre direita e esquerda.

Nessas horas deve-se haver resiliência;
Saber lidar, aprender e ter paciência;

Não só de sangue se vivem as guerras;
Por um bem maior, lutemos!
Vamos abrir nossas portas e janelas;
Para o mundo saudável, sem venenos.







segunda-feira, 11 de julho de 2016

Nada somos sem nós mesmos


Devemos viver a igualdade.
Sem mais para uns,
Ou menos para outros.
Somos afins, necessitamo-nos.
Estamos emaranhados numa cadeia;
Precisamente de congênere energia.
Características, formas, sentimentos;
Paixões, raivas, vastos pensamentos.
Mas tudo isso é finito, limitado.
Não há quem possa ser excluso de tal firmamento.
Não há um paralelo, somos todos filiados.
Desde poeiras, insetos, herbívoros;
Feios, tolos, gentis e bonitos;
Desinstruídos, poetas, profetas...
Somos todos um só:
Dos átomos até enormes planetas.
Não devemos disso nos envergonhar:
Ter-nos quem nos igualar.
Somos parecidos, olhe bem...
Formamos um belo par.
Dois belos seres.
Dois, três, mil, um milhão;
Eu sou você, você sou eu;
Eu, tu, ele... União!
Somos todos iguais.
Você pensa? Eu também.
Você sorri? Isso faz bem.
Eu choro, eu vibro, eu lido, eu vivo!
Não há alguém diferente disso,
Estarmos juntos esse é o objetivo.
Perceba, desde que tudo fora criado!
Apesar do Universo se “expandir”,
Estamos sempre nos congregando;
Multiplicando, e se aproximando.
Nosso lugar é dentro do coração do próximo;
Assim como nosso coração a todos pertence;
Não devemos travar guerras, discórdia;
Pois não somos nós quem a vence.
Todos os seres, tudo que no espaço há,
Até aqueles qual não conseguimos enxergar:
Fazem parte de nós mesmos.
Tudo, todo, até o nada.
Somos também o vazio;
O começo, o impulso.
Também o escuro, a morte, o fim.


Tão simples...


Sintamos o Sol se por;
O desabrochar de uma flor;
Sejamos livres, respiremos vida;
Juntos tocaremos a plenitude do amor.

sábado, 9 de julho de 2016

Pétala Branca

Tudo que sobe, desce.
Tudo que brota, floresce.
É uma lei natural,
Ai daquele que a Esquece.


Há luz por ausência da escuridão?
Ou tudo é escuro por falta de luz?
Vermelho, é a cor do teu coração?
Ou seria a cor da tua cruz?


O amor há de vencer!
Pode-se esbravejar, enlouquecer;
Contudo, a sorte lhe conduz com perfeição;
Arrebatando tuas dores, com muito prazer.


Qual o motivo dessa tristeza?
Doe toda ela para mim, querida.
Exponha-me somente tua beleza,
Seja a pessoa mais feliz dessa vida.


Voe, tua mente é capaz!
Podes visitar Vênus e Plutão;
Ir para frente, para os lados e para trás;
Simplesmente ir ao céu, elevar-te desse chão.


Ouça tua voz, a que vem do coração.
Desfaça-se de toda inútil paixão.
Pense em ti, no quão valiosa és;
Brotas encanto, além de toda inspiração.


O Sol faz questão de, a ti, tocar,
A Lua de, a ti, banhar.
Tu és como a uma Deusa africana,
Que não me cansarei de louvar.