segunda-feira, 30 de maio de 2016

Segundo a história...



Jesus ensinou-nos a amarmo-nos;
E Judas foi um traidor;
Hoje trai-se àqueles que andamos,
Ignorando por completo o amor.

Aprenderam tudo errado,
O errado hoje é o certo.
Dever-se-ia ter a Judas cultuado,
E esquecido Jesus no deserto?

Há ausência do afeto,
Abundância da antipatia;
O que será dos filhos e netos,
Com essa errônea idolatria?

Onde está o amor?
Cadê a compaixão?
É mais fácil o terror?
É prazerosa a traição?

Os que ensinaram sempre disseram:
Amar; e não reclamar.
Perdoar; e sempre vigiar.
Não importa a religião, (mesmo os que não têm).
Devemos ter esse ensinamento no coração.

domingo, 29 de maio de 2016

Kefalônia


Uma coisa linda,
A mais linda de todas:
O coletivo das mais belas flores,
A união de todas as joias,
O significado dos três amores,
O verdadeiro sentido da glória.

Tu és a beleza de cada estação:
É o frio que me acolhe;
É o calor que me excita;
O dia cinza que me recolhe;
As vivas cores que me orbita.

É assim toda vez:
Sempre que estou ao teu lado.
Deixo para trás toda minha timidez,
Deste mundo sou o mais apaixonado.

As pernas fazem tremer o chão.
As mãos suam, fico aturdido,
Tão alto pulsa o coração,
Que temo que seja ouvido.

Minha estrela guia,
O Sol que me varre a ilusão,
Tu serás sempre minha,
O fogo mais quente da paixão. 

sexta-feira, 20 de maio de 2016

À primeira vista continuou sendo assim...


Ainda foi assim quando te vi...
Meu coração parecia querer sair do peito,
As mãos suavam frias,
Fiquei sem jeito...
 A boca secou, tudo era perfeito. 

 Notei o frio na espinha.
Eu muito me enchi de alegria.
Gostoso sentir isso...
Nossa! Como a gente muda de estado (de espirito);
 Se torna outra pessoa.
Nos toca de jeito, a felicidade;
É a mais perfeita realidade.
O corpo flutua com os pés no chão,

 O
 mundo pára em saudação,
À toda essa mágica atmosfera;
Nessas horas a mente afasta toda quimera.
Simplesmente, tu és minha perfeita religião.

Uma felicidade tomou conta do meu ser,
Como há muito eu não sentia.
Foi assim quando vi você:
Sem nem de ti saber, mas muito já conhecia.

(por Silvio Luiz e Erica Nogueira)

À primeira vista, foi assim.


Foi assim quando te vi...
Meu corpo ansiou não mais se mover;
Estouvado, pôs-se a tremer;
Meus pelos eriçaram-se,
Além da leve brisa que os tocaram.

Foi assim quando te vi...
Teus olhos cheios de brilho,
Como um diamante lindo;
Verdadeira e serenamente bela,
Uma joia perfeita e singela.

Foi assim quando te vi...
Teus lábios, sabor de mel;
(Qual ainda sou doido para tocar);
Refletem suaves nuvens lá no céu,
Em desenhos e cores delirantes.

E foi assim quando te vi...
Fizeste o caos acalentar-se;
O Universo ainda mais se expandir,
A escuridão, em luz transformar-se,
O maior de todos os amores surgir.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

A montanha mágica*

*Em referencia ao nome da música da Legião Urbana, qual eu gosto muito. Particularmente uma das mais belas músicas da banda. Não tenho certeza, mas Renato Russo pode ter dado título à música, inspirado no romance "A Montanha Mágica" (1924), do escritor Thomas Mann. Mas como eu não sou nenhum poeta ao nível do Renato, ou romancista tipo Thomas, fiz algo pequeno. Mas confesso que eu escrevi ouvindo, (e pensando), na música "A Montanha Mágica" da Legião Urbana.



No alto da montanha estou.
Imóvel, cansado, mas sereno.
Ao longe vejo tudo o que restou,
Num mundo agitado e pequeno.

Sinto as coisas levemente.
Nada ouço, exceto o ritmo do coração.
Há uma guerra travada em minha mente,
Sons de batidas à porta querendo atenção.

Os uivos dos gélidos ventos fazem a melodia.
Cantam em belas palavras soprando aqui, acolá...
A natureza se apresenta em prefeita harmonia.
Levando a terra a tremer de tanto chorar.

Suas lágrimas descem numa linda corredeira.
Por onde passa floresce, faz a vida brotar.
Suavemente com sua doce água, numa brincadeira,
Lembrando-me sonhos que ainda não quero acordar.

Gigante de rocha que descansa eternamente,
Já viu todas as mudanças e também as que virão,
Sábio, permanece imóvel, atentamente;
Ouvindo comigo, alegremente, as batidas do meu coração.

Grande montanha esverdeada,
Deito-me sobre ti nesta madrugada.
Mas assim que o Sol despontar no horizonte,
Prometo deixar-te rumo a outro monte.

Não te entristeças, tenho a ti em meu pensamento,
Longe estarei, mas voltarei a qualquer momento.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

De você eu sei

Eu não sei:
Diferenciar o lago, de uma lagoa;
A alegria, do “rir atoa”;
A névoa da neblina;
Um monte, de uma colina.

Eu não sei:
Se sei o que quero;
O que eu espero;
Da vida, uma novela;
Ou um conto de balelas.

Eu não sei:
Por que eu caminho;
Ou as vezes paro;
Acompanhado ou sozinho;
Se canto ou me calo.

Só que nada disso importa:
Se para mim se abrem,
Ou se fecham portas.
Realmente não me interessa.

Um dia a menos,
Um dia a mais...
O espírito sereno;
Sóbrio, em paz.

De uma coisa eu sei:
Sem você eu nada seria.
Você também diria.


Essa paixão que em mim brotou,
Foi o mais lindo sonho que se realizou.

É amor o que eu tenho por ti;
O sentimento mais puro, perfeito,
Que eu já pude sentir.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Você, a flor


Apreciando tal natureza,
Seria cinza a primavera;
Sem essa flor de tamanha beleza.

É a perfeita tradução de minha vida:
A tua graça e sutileza, meu amor,
Deixam-na completamente colorida.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Uma trilha para a eternidade.


Vagando por uma larga trilha esverdeada,
Ela é fria e cercada de muito mistério.
Encontro uma clareira para uma estada,
Ar puro, sossego de um monastério.

O Sol do entardecer ainda reflete na grama,
Colorindo ainda mais a farta vegetação.
Ao longe um doce assobio me chama,
Uma linda e colorida arara requer atenção.

O farfalhar das folhas surge no interior da mata.
Um atinado carnívoro se mostra como uma fera,
Mas de mim se aproximou e me deu uma pata,
Respeitosamente saudei uma linda pantera.

Todos os insetos voadores passavam por mim.
Os rastejantes também me cercavam.
Um aroma inconfundível com o Jasmim,
Trazia lembranças de todos que me amavam.

Uma pedra reluzia no meio da floresta,
Recostei-me nela, ao lado da negra pantera.
A paz me tomou, uma sensação fantástica,
Fez do cinzento Outono em colorida primavera.

Ao redor, carinhosamente notava-me toda a fauna.
Repousando minhas mãos no chão, senti toda a flora.
Quero ser o verdadeiro amor quando se ama,
E não mais a dor de uma criança quando chora.

Uma doce cachoeira corre ao meu lado,
Fonte de vida, lava nossos pesares,
Banha toda a amargura e o fardo,
Fresca e cristalina leva-os juntos pelos ares.

A noite caiu, o silêncio se fez presente,
Alguns grilos e sapos me contavam histórias.
Em cantigas como em velhos repentes,
Em duetos com serpentes e jiboias.

Uma luz prateada brilhou sobre a grama,
Era a Lua trazendo seu charme, seu encanto.
Em meu coração acendeu uma chama,
E todos os animais me deram acalanto.

Após isso alguns foram dormir,
Outros puseram-se a me proteger,
Eis um lugar que não quero mais partir,
Já anseio um novo e eterno resplandecer.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Com tempo, sem tempo...


O tempo é algo imenso;
Sem início e sem fim;
É apavorante, intenso!
Têm aqueles que temem o passado,
Tem gente que só vive dele.
O futuro para uns será um duro fardo,
Outros, esperanças veem nele.
Escrituras falam em vida eterna,
Duras penas, perpétua solidão.
Por outro lado, também falam de amor;
Divindades, anjos e mansidão;
Comunhão entre todos os seres;
Todos uníssonos em louvor!
Já faz tempo que se ensina isso:
Uns aprendem,
Outros entendem;
Muitos o ignoram;
Com isso choram.
E o tempo passa,
Ora lentamente, devastador;
Ora tão rápido, indolor. 
Um piscar de olhos e pronto!
Tudo já mudou,
Nada permanece imóvel,
Tudo envelhece,
Tudo perece.
Outras coisas renascem,
E com o tempo crescem.
(Não existiríamos sem ele).
E esse ciclo se segue, assim é a vida.
Assustadora, mas também linda.
Não dá para esperar,
Porém não podemos nos apressar.
É tudo no seu tempo.
E cada instante é diferente.
 As quatro estações não são as mesmas, infelizmente;
Os meses não são iguais;
E no mesmo dia, a noite é diferente da manhã.
Os anos que se passam não têm semelhança;
Mas caminhando junto ao tempo,
Não perdemos a esperança.


domingo, 1 de maio de 2016

Surrealismo platônico doloroso

Oh meu amor!
Por onde andas?
Passas frio ou calor?
De felicidade transbordas?
Ou sentes apenas dor?
Meu pensamento vagueia o universo,
Atrás de ti percorre sem se cansar.
Deixando todos os livros abertos.
E neles cada lágrima secar.
Os melhores autores;
As mais belas palavras;
Nada disso faz sentido,
Nem um rastro sequer do teu cheiro,
Ou uma ligeira imagem do teu sorriso.
Nada! E agora?
Volte, minha amada!

Já não sei mais contar as horas;
Mas sei que já vem uma nova aurora.
Meus cílios não param de se chocar.
Não querem repousar, travar essa batalha.
Os olhos não cansam de contemplar.
Procurar no céu, em cada estrela,
O brilho do teu olhar.
Minha amada, oh Deusa do amor,
De mim, você nunca se foi;
Para dizer a verdade...
Você nunca nem chegou.
O que mais dói é a ciência disso.
A ilusão, a paixão, o amor,
Juntos se traduzem em dor.
Ter o pensamento voltado para ti,
Mas sequer saber que tu possas existir.