segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Para todo o sempre...


Não grite, sussurre.
Não xingue, elogie.
Não ofenda, cante.
Não destrua, aprecie.

Excesso de fúria, raiva, tudo de ruim...
Com esse descontrole teremos um péssimo fim.

É uma luta contra um inimigo invisível.
É remar contra uma tormenta invencível.

Perda de tempo, de amor e de sentimentos.
Toda a paz é jogada fora, junto a excrementos.

Não tem mais volta, tudo aquilo que é dito e feito.
Mas temos oportunidade de reparar os defeitos.

Vamos nos banhar de amor, limpar nossa aura.
Vamos aprender hoje, para amanhã darmos aula.

É salutar, este nobre sentimento.
É a melhor sensação para nossa vida mundana.
Não dói, nem sangra, vale cada momento.
É tão sublime quanto alcançar ao nirvana.

Sejamos fortes,
Porém pacíficos.
Evitemos o combate,
E assim a prematura morte.

Estendamos as mãos, mas para um abraço.
Deixemos de brigar por espaços.

Falaremos coisas sobre o amor e paz.
E assim, felizes, viveremos muito mais.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

A justa, linda analogia


À noite durmo com a Lua cheia a brilhar,
Acordo com um majestoso Sol no amanhecer.
E lhe vejo de branco, com um brilho lindo no olhar,
Saibas que não preciso dormir para sonhar com você.

Nunca vi sorriso tão puro, tão belo,
Corpo delicado, palavras em tons singelos.

Brava, porém sensível e verdadeira.
É delicada, mas luta como uma guerreira.

Ao teu lado o tempo para,
O dia assim fica sublime, tão gostoso.
É perfeito o que quer que faças,
Desde teu sorriso, até ao carinho manhoso.

Se um dia eu não puder mais com você falar,
Esteja certa de que estarei olhando para uma estrela:
A ela pedirei para a ti iluminar,
E lhe encantar de todas as maneiras.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Nas ruas...

Hoje em dia matar é tão normal.
Deve ser porque nascer é tão banal.

Filhos? Com intuito de se ter uma família decente?
Muita gente que faz filho é por acidente!

Viver é errado.
Matar é o certo.
Morreu mais um inocente: coitado!
Vive bem o assassino: esperto!

Digo daquele que se foi:
Se libertou da desgraça que é viver.
Vida similar a de um boi:
Nasce ingênuo, porém marcado para morrer.

Quando não é o bandido, é a polícia.
Seja homem ou mulher; negro ou branco.
A gente sempre se fode.
Desde o estado até a porra de um banco.

Eles gostam quando a gente faz fila.
"Legal, ver todos vocês! 
Um atrás do outro; venha um de cada vez".

É sempre assim. Pra ser preso ou pra ser roubado.
Primeiro os porcos fardados, depois o diabo engravatado.

Meu chapa, a vida é dura demais. Não é pra rir.
Miserável? Baixa renda? Ou vira bandido ou vira gari.

Você está ai de terno, falando com as putas no celular.
E eu aqui catando o lixo pro teu bem estar.

E o babaca ainda fica me encarando?
O que esse cara tá achando?

Que eu nasci para lhe servir?
Sem seus dentes, para suas putas, quero ver como ele vai sorrir.

Eu sei que vou acabar indo pra uma cela.
E o playboy vai curtir sua vida com as cadelas.

É assim sempre, nada vai mudar. 
Sem pressa e com jeitinho, assim vamos caminhar.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Pisar na lua.




Normal, tudo está normal.
Parece que o dia será perfeito.
Calmo como nas montanhas do Nepal,
Hoje vai ser tudo do meu jeito.

É uma bela e serena tarde.
Essa calmaria me fascina.
Uma perfeita paz me invade.
No coração uma alegria me domina.

Sinto-me puro como a brisa que me toca.
Estou leve como uma pluma que flutua.
O sublime momento de voar é agora.
Desta maneira sem bater asas vou pisar na lua.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Oxum, mãe.


A luz da Lua quando reflete,
Pequenos diamantes, faz brotar.
O rio corre calmamente,
Levando nossas angústias para o mar.

Generosa, a rainha de todas as riquezas.
Dengosa, traz nas lágrimas toda a pureza.

Às crianças, oferece toda sua proteção.
Os feitiços, viram pó no seu espelho,
Sua paciência alheia a ambição,
São para nós o melhor dos conselhos.

Como é perfeita sua beleza! 
Oh Deusa, mais bela e mais sensual.
Encarnadas, a própria vaidade e nobreza.
Rogando por nós, livra-nos de todo mal.

Tão poderosa, doce e eterna,
Sem ela, não há fertilidade,
Tantos dos filhos, quanto da terra.
O poder feminino é a sua verdade.

Discreta, detesta escândalos,
Mas adora se enfeitar,
Deixa caído o queixo dos malandros,
Que se enfeitiçam ao vê-la passar.

O tilintar de seus ouros e joias.
Expressam o som das nossas glórias.

A sua natureza é o amor.
Sábia, mãe da candura.
Doce feminilidade, uma flor,
Linda senhora farta de ternura.

Esplendorosa, desde o Ayê ao Orum;
Encantou guerreiros como Odé, Xangô e Ogum.
Suas lágrimas apascentam qualquer guerra,
Ora yê yê wô mamãe Oxum.



(Dedico também à minha mãe, Neide)

domingo, 6 de dezembro de 2015

À LUTA



Sou livre para pensar.
Sadio para caminhar.

Para falar sou inteligente,
E tenho ciência de que sou inocente.


Você não vai me proibir,
A ti, prepotente, não vou me curvar.
Abaixo ao ódio que irei sentir,
Quando de frente eu te encarar.

Terei contigo um diálogo justo.
Inteligente, ético e moral.
Não é com tua força que vais me dar susto.
Espero apenas que me derrubes no intelectual.


Por ti não tenho alguma simpatia.
Só me previno contra a tua tirania.

Não sou obrigado a ser o que você quer.
Não devo seguir os moldes da sociedade.
Não me importo se és negro, índio, gay ou mulher;
(Pois com estes o que eu devo é a caridade.)

Fora opressão, ódio, intolerância e terror.
Contra isso lutarei aguerrido em nome do amor.

Eu sei: guerra e amor não combinam.
Mas juro que o farei por uma boa razão:
Mostrarei a liberdade aos que escravizam,
E aos escravizados, a terem perdão.