segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Bauah Jahaua


Ela é a flor que alegra o meu dia.
Junto a mim, transmite paz e harmonia.

Aprecio-a sempre, até em momentos difíceis,
Seus aromas e cores possuem energias incríveis.

É tão rica, de fazer inveja a natureza,
Tamanho é seu carisma e sua beleza.

O seu sorriso é de único esplendor,
Ela sabe disso, mas não é de se expor.

Com sua força imane, meu coração entra em pane.
Mulher, alegre, inteligente e querida.
Isso tudo faz jus ao seu nome: Eduane.
Feliz serei no dia que fores o amor de minha vida.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Anjo


Assim que amanheceu eu logo pensei:
De mim, o que farei?
No imenso céu azul mergulhar,
Ou voar em águas profundas do mar?

Seria ótimo, mas não tenho asas.
Tanto no mar, como no céu,
Delas, preciso eu, para voar.

Que anjo eu sou?
Pobre, sem áurea, sem asas.
Ser que Deus criou,
Mas, mais um pouco, estarei nas trevas.

E para lá não desejo ir,
Nem ao meu maior inimigo.
Lá a solidão irá me engolir,
Não terei nem onde procurar abrigo.

Necessito asas para voar,
Ir para bem longe desse inferno.
No paraíso de luz habitar,
E sentir bastante o calor fraterno.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Sim e não. Tudo e nada. Luz e escuridão.


Sou eu quem faço minha própria tempestade num copo d'agua.
Sou eu também que bebo dessa água para saciar a minha sede.
As vezes tenho a sensação de a vida não valer nada.
As vezes sonho com ela, muito bela, deitado numa rede.

Sim, é uma perfeita dualidade. Disso eu sei.
Ora sou um simples plebeu, ora sou um rei.

Ninguém melhor que eu mesmo para me entender.
Quer seja como um rei ou um pobre.
A qualquer momento sou capaz de renascer.
Passar de um mendigo a um ser muito nobre.

Não é difícil, nem complicado, de assim viver.
Basta ser feliz, estar de bem comigo e a nada temer.


terça-feira, 24 de novembro de 2015

Só o conselho...


Não posso lhe responder.
Nem ao menos consigo te entender.
O que tu pensas?
E o que lamentas?

Remorsos?
Escusos negócios?

Estou farto das merdas que fazes.
Por ti não poderei jogar minha liberdade no lixo.
Não sou eu que te livro de todos os azares.
Por mim viverias como um bicho.

Cruel, eu?
Olha o que fazes contigo!
Isso foi tudo o que você mereceu.
Nem um cão lhe quer como amigo.

Siga o lado bom da vida.
Na lama, não te afundes mais,
Largue desse mal: a droga, a bebida.
Erga-se, busque em ti a paz.

Esse teu mundinho cinza, vai florir.
Saibas que a natureza conspira a favor!
Verás como é bom sorrir,
E também ter um grande amor.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

O Brilho do Sol


O sol brilha forte,
Hoje é um belo dia.
Vou correr de sul a norte,
Redesenhar toda a geografia.

O escuro não mais está presente,
Sou um ser livre, posso viver feliz.
Meus olhos agora colorem minha mente.
Para chegar ao Nirvana, falta-me um triz.

A felicidade é um estado perfeito,
Não é muito difícil alcançar isto.
Temos de ter o amor no peito,
E a caridade como a de Cristo.

O mundo é enorme, acolhedor e lindo,
Existem lugares de perfeita singularidade,
É só fechar os olhos, ir seguindo,
Que vou ter belos dias de plena liberdade.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

A múmia



Parado, imóvel, quase que sem respirar.
Apenas pisco. Eu consigo!
Pareço estar sereno, tranquilo.
Só pareço estar.

O que se move em mim não é material.
É puramente sentimental.

O pensamento rapidamente voa,
Eternamente ecoa,

Se expande como um grito,
Um lamento desde o antigo Egito.

Temo a solidão, mas tenho ciência dela.
Nenhuma droga pode vencê-la, nem mesmo uma donzela.

Imóvel continuo, mais a ânsia me domina.
Quanto mais penso, me apavoro mais.
Ouço coisas absurdas, nada me anima.
Vejo o tempo correr para trás.

Estou retrocedendo, não consigo parar.
Sou uma louca voz que não quer se calar.

Minha fala me machuca, perturba.
Seguindo assim irei falecer.
Não consigo à minha mente calar,
Só posso esperar acontecer.

Desse caos não sentirei saudades.
Vou sumir, viver na escuridão.
Isso não é um desejo, é necessidade.
Sumir desse planeta, dessa podridão.

Ninguém jamais irá me ver, ouvir falar.
Vou voar para bem longe do sistema solar.

Materialmente não. Impossível seria.
Sim em pensamento, essa proeza eu faria.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

A joia.

Ela é uma linda e delicada flor,
Tão pura, tão bela, sem malícia.
Tem o carisma da altura do amor,
Suaves mãos, Deusa das carícias.

Está sempre colorindo meus sonhos:
Muita graça e um sorriso mágico, me lembra o luar.
Ela é a colorida primavera depois do outono,
Em seu jardim quero fazer meu lar.

Meiga, tímida, porém guerreira,
Tem o poder de nos seduzir,
Mais rica que os versos da Mangueira,
É iluminada, fez o Sol reluzir.

Sua pele da cor nobre,
Suas curvas me tiram atenção.
Vale mais que ouro, prata, cobre,
A joia mais rara, seu coração.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Infantaria




Carrego o bem.
Carrego o mal.
Mal não me faz.
Nem bem também.

Apenas sou.
Estou.
Vivo!
E agindo assim, vou.

É um modo de se ir além.
Quebrando barreiras.
Ir além das fronteiras.
Retirar-se das trincheiras.

É viajar pelo tempo.
Desenhar o negro espaço.
Ou mergulhar no azul do oceano,
Serenamente em seu acalento.

É estar brincando com as estrelas.
Que se refletem no espelho d’água.
Onde vejo a vida marinha,
Nadando como numa brilhante galáxia.

Mas em qualquer momento,
Livre de qualquer sentimento,
Venho me abismar na lama.
No solo pútrido, mais nojento.

Onde qualquer ser jamais sonharia.
Onde qualquer ser, à dor preferiria.
Entrar nas trevas negras abissais,
De sua própria e pura consciência.

Esse sou eu.
Serei eu.
Irei eu.
Hoje e até quando e onde eu quiser.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Fé e medo extremos

Por causa do vento forte que lá fora faz.
As folhas de uma imponente amendoeira se agitam, se rebelam, me tiram a paz.
Fazem sempre o mesmo movimento,

 Num fúnebre cenário em tons cinzentos.
Isso me dá calafrios, arrepios!
Mas não é do frio que faz, e sim do medo mordaz.
Na parede do meu quarto se projeta uma sombra sinistra.
Me cubro, tenho medo de encará-la.
É como dar de frente com uma tropa Nazista.
Prefiro ter mil pesadelos, entrar em desespero.
A ter de fantasiar todo meu trauma, em preto e branco, numa tela de concreto.
Minha cama é um cativeiro, no qual eu sou o carrasco de mim mesmo.
Me prendendo em pensamentos, desejos e angustias.
Fazendo 1 minuto levar 365 dias para se completar.
Fazendo meu cérebro perecer, apodrecer.
De tanto pensar, pensar... Penar.
Daqui pra lá e de lá pra cá, sem o sono sequer à minha porta tocar.
Barulhos repetitivos que chegam ao meus ouvidos como uma assombrosa
orquestra sinfônica.
Não me deixam rezar, orar, sei lá... Nessas horas tudo o que vier a
desviar a minha atenção é válido:
Até uma trágica lembrança de uma criança,

Coitada, sem seu doce e qualquer esperança.

Pálido, me olho no espelho.
Me lembro que, antes de tudo tenho de joelhos ficar.
Pois algo só terá efeito àquele que se ajoelha pra rezar.
Meu joelho dói, não tenho forças para a tal prece.

Deito e  choro: assim não dá!

Parece, não sei, que, o vento parou lá fora. 

Então agora está na hora,
De o mal ir embora e a luz voltar a reinar.
E o meu caminho se abrir eu voltar a sorrir e de emoção chorar.

Com ou sem oração, vou seguindo minha fé na tenebrosa ilusão.
Em uma parede, impecavelmente branca, mesmo que à noite, onde tudo fica escuro,
Há uma sombra com chifres e unhas grandes, que cisma em me apavorar.
Não é de se crer, num 
desses parecer,
Mas quer que eu lhe diga?
Na escuridão qualquer coisa ganha vida.
Em meu mundinho, tadinho de mim.
Não é o que parece:

Mas só creio na minha fé quando quando o Sol
aparece.

O Astro Rei. A Luz. O Salvador. Aquele que nos aquece.
Dentro do meu quarto eu imploro com clamor.
Todavia, com dor... Eu desisto!

Medo? Não sei, nem insisto.
Eu sei que a sombra parece uma piada.
Mas quero que você passe uma noite aqui sem que tua fé seja abalada.
Pode rezar, se espernear, por Ele rogar, chorar...
Pois sozinho ficarás e ninguém lhe ajudará.


É nessas horas que a gente vê a capacidade que nós temos.
Das provas que passamos, de tudo o que vivemos.
Ninguém vai chorar tuas lágrimas,
Rir o teu sorriso, ou se emocionar com tua dor.
Não, amigo! É você, só você, quem vai viver a tua vida.
Carregar essa cruz, cicatrizar as feridas.
Seja na loucura, na escuridão, seja na dor...
O que importa, realmente, eu sei: é termos fé, ficarmos em paz e agir com amor.