sexta-feira, 31 de julho de 2015

Falha na página




Estive excluindo alguns comentários da página, devido a um erro do blog que duplica e até triplica o envio. Parece estranha a exclusão, mas é um "bug" no site. Com isso não irei apagar mais os duplicados. 

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Insanamente normal




A insanidade acompanha a sociedade,
Com tamanha intensidade,
Que se tornou um habito ser louco.

É tão comum que, pensando bem,
Acho que o sou também.
Ou não? Não sei...

Seria eu, o diferente nesse mundo?
Medo, tenho eu, de ser o único correto.
Medo... Isso já me traduz a fundo:
Vivendo o personagem de um agente secreto.

Não, louco não!
Todos os demais o são.
Mas eu não!

Agora vou ser franco e direto.
Belos dias fico sem chão, sem teto.
Ora timidamente discreto.
Ora incansavelmente inquieto.

Culpo a sociedade de loucura,
Mas me excluo dessa ventura.
Hoje vejo que não faço parte dessa cultura.
Fazendo a mim mesmo essa covarde tortura.

Sim, louco sim!
Todos os demais não.
Mas eu sim.

Cada vez que penso ser são,
louco, mais me torno.
Cada vez que me acho insano,
Mais fico coberto de razão.

Se existe cura para insanidade,
Devemos reconhecê-la, torná-la viva.
Não temer de com ela cingir uma amizade,
E trazermos coisas admiráveis para nossa vida.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Dois em um



"Sinto muito a falta dela
Das noites que caminhávamos juntos
De onde saiam as palavras mais belas
Ela foi a minha cinderela

E nosso romance de cinema mudo
Faço de tudo por você eu juro
De onde saiam os sonhos mais belos
Fazer amor em nosso castelo

Dos dias quentes, no mar agitado
Entre rosas e champanhe gelado
Teu olhar e a tua voz
Um universo excitado em nós

Inspiração que é esta canção
O canto da sereia que guia minha embarcação

Não foge não, não!
Encoste no meu corpo e não fuja de nossa paixão...
Que nasceu."

(por Silvio Luiz, Erich Weichman e Henrique Gripp)

terça-feira, 21 de julho de 2015

Arriba!




Seu majestoso vestido vermelho,
Esconde todos os meus desejos.

Enfeitado com sete babados,
Por Deus foram aplicados.

Dos envolventes passos da tua dança,
Do encantador olhar que você lança,

Do furor dos teus quadris que balançam,
Para este humilde escritor, existem perfeitas lembranças.

A tua vida leciona.
Teus caminhos, de rosas são cobertos.
Tua elegância apaixona.
És o aroma que sempre está por perto.

Tens uma classe que me comove.
E o sorriso que me aprisiona.
Da tua realidade não quero que me proves,
Contanto que dos meus caminhos sejas dona.

Das noites que por ti me encantava,
Com a magia de suas cartas,
Na persuasão das finas palavras,
A mim se expuseste com beleza rara.

És mais que o valor de uma joia rara.
Sinto-me odara,
Quando de mim se aproximas,
Por ti eu suplico, oh Cigana Iara.

Sempre solícita não me deixarás,
Afastando de mim qualquer ser audaz.
No vento de seu leque fascinante,
Esperança e amor me traz.

Aos homens você os seduzem,
Mas não os trazem à ilusão.
Nos teus olhos as estrelas reluzem,
Levando a todos calor e emoção.

Sempre em festa está tua seara,
Regada de música e alegria.
Abençoada por Santa Sara, oh Cigana Iara,
Tens encanto, amor, riqueza e magia.